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Ministrando Amor e Humildade

Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. (Jo 13:14)

Prontidão, perseverança e humildade são virtudes fundamentais em nosso relacionamento com Deus e com o próximo. No entanto, temos dificuldade em colocá-las em prática. Dificilmente estamos preparados para o fracasso ou para o sucesso. Também temos a tendência de desistir das pessoas que não nos tratam segundo nossas expectativas. Mais difícil nos parece, ainda, servirmos a quem consideramos inferior. Porém, Jesus não apenas praticou essas virtudes, mas mandou que as praticássemos também. O capítulo treze do Evangelho de João, versículos um a dezessete, apresenta o momento da última ceia, ocasião em que Jesus ministrou o lava-pés.

Jesus se via nos momentos finais de seu ministério. Parecia já haver ensinado aos seus discípulos tudo que eles precisavam aprender. Mas havia ainda uma importante lição a ser ministrada. Então, durante sua última ceia, ele os surpreendeu: levantou, tomou uma toalha e uma bacia com água e começou a lavar-lhes os pés. Esse ato revela as qualidades que Cristo queria ver em seus discípulos, qualidades essas que ele próprio manifesta em seu caráter: autopercepção, perseverança e humildade.

Autopercepção: Ao nos depararmos com o texto de João 13, percebemos que Jesus estava ciente de seu tempo aqui na terra. O evangelista nos informa que o Senhor sabia tratar-se de sua última ceia e de sua última Páscoa: Ora, antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim (Jo 13:1). Poucos dias antes da Páscoa, Jesus já havia anunciado sua morte (Jo 12:27-36). Isso nos ensina que o sofrimento não o pegou de surpresa. Jesus não andava distraído em relação aos fatos que lhe aconteciam. Sua atitude era de prontidão. Ele estava preparado para morrer, pois sabia de onde vinha e para onde iria (v. 3). Percebemos também que Jesus não deixou que sua antevisão do futuro o impedisse de concluir todo o seu ensino aos discípulos. Por saber que já iria partir para o Pai, ele poderia ter se esquivado da humilhação de lavar os pés daqueles homens rudes; afinal, já bastava o terrível sofrimento que estava por vir. No entanto, mesmo com sua autopercepção, Jesus não se negou a ministrar lição tão preciosa aos seus amigos. Ele tratou seu ministério com seriedade e o cumpriu fielmente, até o último instante. Jesus se mostrou zeloso pela missão que o Pai lhe confiara.

Perseverança: Além de se mostrar atento e zeloso, Jesus se manteve perseverante em seu ministério. Ainda no versículo 1, João diz: ... tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim. Esta última parte amou-os até ao fim, revela tanto a perseverança quanto a intensidade do amor de Jesus, ou seja, seu amor era ilimitado e profundo. Jesus não se doou pela metade, nem impôs condições a seus discípulos para que os amasse. Simplesmente os amou com perseverança. Não se trata de um amor qualquer. Jesus amou até o fim aqueles que o iriam deixar, no pior momento de sua vida. Ele amou até o fim aquele que o haveria de trair. Por isso, não foi inconsequente, quando mandou que seus discípulos se amassem (Jo 13:34-35). Jesus vivia aquilo que pregava. Era fácil amar até o fim a doce Maria, que ungira seus pés, poucos dias antes (Jo 12:1-7). Mas o que dizer de Judas, o traidor? Ele merecia ser amado até o fim? Não, mas Jesus o amou. Na verdade, nenhum dos discípulos mereceu o amor perseverante de Jesus. Mas ele os amou até o fim.

Humildade: No momento da ceia, Jesus tem uma atitude inesperada: Levanta-se, retira suas vestes de cima, cinge-se com uma toalha e, após colocar água em uma bacia, passa a lavar os pés empoeirados dos discípulos (vv. 4-5). Nenhum deles estava entendendo o que aquilo significava. Na Palestina, era costume lavarem-se os pés dos hóspedes, logo que chegavam de viagem. O detalhe é que cabia aos criados esse serviço, não aos senhores. Assim, ao tomar a iniciativa de lavar os pés dos discípulos, Jesus se colocou na posição de servo, mesmo sendo Senhor. Essa foi a lição de humildade ministrada pelo Mestre. Contudo, apesar de se rebaixar à condição de escravo, Jesus conhecia perfeitamente sua posição (v. 13), pois sabia que viera do Pai e para ele voltaria (v. 3). Com essa postura, mostrou aos seus amigos que servir aos outros não diminui o valor de ninguém. Foi na execução daquela tarefa humilhante que sua autoridade de Senhor se tornou mais evidente. Ele conhecia, de fato, o que é servir. Por isso, pôde dizer, logo após: ... eu vos dei o exemplo (v. 15).

Mandamento: Depois de lavar os pés dos seus discípulos, Jesus passou a explicar-lhes o que acabara de fazer e o que queria lhes ensinar. Então, deu-lhes este mandamento: Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros (Jo 13:14). Jesus apresenta, aí, dois motivos por que seus discípulos deveriam praticar esse ensino: Em primeiro lugar, porque ele é Senhor e Mestre, e, como tal, é digno de ser imitado. Em segundo lugar, porque ele lhes deu o exemplo, ou seja, sabia o que estava ensinando e ordenando. Isso lhe conferia autoridade. É importante entendermos que, para Jesus, lavar os pés de outra pessoa significa mais que simplesmente limpar a sujeira: é sujeitar-se, estar à disposição, é considerar-se menor, mesmo sendo maior; é respeitar o valor do outro e não permitir que posições sociais ou herança familiar determinem quem vale mais. Isso confirma o que foi registrado no Evangelho de Marcos, capítulo 9, versículos 33 a 37, quando Jesus ensinou quem é maior ou menor no reino de Deus. Era essa mesma lição que o Mestre queria que eles assimilassem e praticassem, a partir do exemplo do lava-pés. Naquela última ceia com seus discípulos, ao ministrar aquele ato tão inesperado, Cristo resumiu a mensagem de seu reino: amor. Esse amor deve ser praticado por todos que o reconhecem como Senhor e Mestre. Mas como se pratica esse amor? Servindo aos outros humildemente. Jesus não apenas ordenou a seus discípulos que lavassem os pés uns dos outros, mas ele próprio praticou esse gesto, dando-lhes o exemplo. Sua prontidão em servir e em se entregar pelos seus, seu amor perseverante são a comprovação de que ele é digno de ser imitado.

PARTICANDO A PALAVRA DE DEUS

À semelhança de Jesus, mostre prontidão - Jesus estava ciente do que lhe iria acontecer, momentos depois da ceia. Ele não tinha esse conhecimento prévio somente por ser Deus, mas também por se manter atento em sua missão. Essa atitude vigilante o mantinha sempre pronto para o evento da crucificação e para a sua glorificação, mesmo sabendo que isso tinha dia e hora determinados pelo Pai. Ele deseja que você tenha a mesma postura. Portanto, viva de tal maneira que nem o sofrimento, nem o contentamento extremos lhe afastem dos propósitos de Deus. Se estiver em prontidão, a aflição não o fará descrer do Senhor, nem o sucesso o fará esquecer-se do seu Deus.

À semelhança de Jesus, manifeste perseverança - Quando tratamos da perseverança de Jesus, vimos que ele amou os seus até o fim (Jo 13:1). Entre estes, estava aquele que o vendera por trinta moedas de prata; estava também Pedro, que o negaria por três vezes. Mesmo sabendo de tudo isso, Jesus foi perseverante em amar seus discípulos. Talvez você já esteja a ponto de desistir de lutar pelo cônjuge que trata você com indiferença ou grosseria. Talvez já esteja quase desistindo de lutar pelo filho ou pela filha rebelde. Talvez já esteja desistindo de tratar bem um parente, um vizinho ou um irmão da igreja. Pense um pouco. Jesus desistiria dessas pessoas? Não, e jamais desistirá. Então, busque forças em Deus e ame-as até o fim!

À semelhança de Jesus, demonstre humildade - A respeito da humildade de Jesus, sabemos que ele reconhecia sua posição de Senhor e Mestre (Jo 13:14); contudo, não hesitou em lavar os pés de seus discípulos. Ele não precisava fazer isso, mas quis nos dar o exemplo de humildade. Por isso, tem toda autoridade para dizer: “Façam o que eu fiz”. Prezado irmão, você conhece seus talentos? Não se esqueça de servir aos outros com o que Deus lhe deu. Você possui bens materiais? Não se esqueça de servir a Deus e às pessoas com o que você tem. Lembre também que, por mais capaz ou importante que você seja, as pessoas ao seu redor possuem habilidades que você não possui. É por isso que Cristo quer que sirvamos uns aos outros.

CONCLUSÃO

Jesus tem autoridade por ser Deus e por ter praticado o que ensinou. Ele sempre soube que não seria fácil vencermos nossas próprias vontades. Jesus sempre esteve ciente de que teríamos dificuldade em demonstrar amor constante por pessoas que nos decepcionam e em servirmos humildemente aos outros. Por isso, deu-nos o exemplo, para mostrar que isso é possível. Portanto, em Jesus Cristo, temos, sim, condição de mostrar prontidão, manifestar perseverança e demonstrar humildade. Ele nos encoraja com seu exemplo e nos capacita com seu poder.

Glórias a Deus por isso!

Que Deus nos abençoe!
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DEC - PC@maral

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