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Jesus Cristo é Aquele que nos Satisfaz

Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede. (Jo 6:35)

Além da famosa frase: “O coração tem razões que a própria razão desconhece”, foi o conhecido físico e filósofo religioso, Blaise Pascal, quem também disse que existe um vazio em forma de Deus no coração de cada pessoa, e que somente ele (Deus) pode preenchê-lo [ROGERS, Adrian. Creia em milagres, mas confie em Jesus. São Paulo: Eclésia, 2000 pág 94]. Pascal tem razão. Todo ser humano precisa de Deus e nunca estará satisfeito sem ele.

I – OLHANDO PARA JESUS

Assentado, como os mestres da época costumavam fazer, Jesus estava ensinando (Jo 6:3). O lugar era deserto. As horas iam se passando, minuto a minuto, segundo a segundo. O dia estava acabando, e toda a multidão que o havia seguido não tinha nada para comer. Os discípulos ficaram preocupados. Ao olharem para aquela circunstância, não lhes restaram dúvidas: aproximaram-se de Jesus e disseram: Manda embora o povo (Mc 6:36). Essa era a vontade dos discípulos, não a de Jesus. Vejamos, como ele age diante desse problema. Esse texto tem muito a nos ensinar sobre a prontidão, a avaliação, a provisão e a instrução de Jesus, aquele que satisfaz.

1. A prontidão: De seis meses a um ano [HENDRIKSEN, William. Comentário do Novo Testamento: O Evangelho de João. São Paulo: Editora Cristã, 2004 pág. 285] depois de curar o paralítico do tanque Betesda (Jo 5), Jesus e seus discípulos atravessaram o mar da Galiléia (Jo 6:1) e foram para um lugar deserto, nas redondezas de uma cidade chamada Betsaida (Lc 9:10). Essa viagem tinha objetivos: descanso e reflexão. Os discípulos haviam acabado de retornar de uma viagem missionária; estavam “fisicamente exaustos”; precisavam descansar: Não tinham tempo nem de comer (Mc 6:31). Além disso, haviam acabado de receber a terrível notícia da morte de João Batista (Mt 14:12); estavam “emocionalmente abalados”. Era um dia triste, tanto para eles como para Jesus. Quando eles chegaram ao outro lado do mar, para o merecido momento de descanso e meditação, foram surpreendidos: uma grande multidão os havia seguido (Jo 6:2). E o que é pior, seguia de maneira superficial: ... porque tinham visto os sinais miraculosos que ele operava (Jo 6:2) [BRUCE, F. F. João: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova e Mundo Cristão, 1987 pág. 130]. Como Jesus reagiu? Irritou-se? Mandou-os ir embora? Não! Longe de considerar isso uma perturbação, Jesus mostrou-se pronto a atender os anseios da multidão. Ele teve compaixão deles (...) passou a ensinar-lhes muitas coisas (Mc 6:34), ... curou os seus enfermos (Mt 14:14), e ainda faria muito mais (Jo 6:10-12).

2. A avaliação: A situação era crítica. O dia se findava e o lugar era deserto. Diante de quase cinco mil homens, famintos e cansados, Jesus tomou uma atitude, a princípio, estranha. Erguendo os olhos e vendo a grande multidão, disse a Felipe: Onde compraremos pão para toda essa gente comer? (Jo 6:5). Jesus pediu uma sugestão a Felipe. Todavia, não se engane: Ele estava experimentando Felipe (Jo 6:6a – BV). Jesus não precisa de conselhos para tratar de emergências, ele já sabia o que ia fazer (Jo 6:6). Jesus não estava “apenas” pedindo uma sugestão. Através dessa avaliação, queria experimentar a fé do discípulo [PFEIFFER, F. C. e HARRISSON, E. F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Bíblica Regular, volume 4, 1980 pág.192]. Não foi só porque Felipe era de Betsaida (Jo 1:44), cidade mais próxima dali, que Jesus lhe dirigiu a pergunta. Felipe tinha de aprender a incluir Jesus nos seus planos. Diante do problema, a primeira coisa que lhe veio à mente foi o “dinheiro”: Duzentos denários não comprariam pão suficiente (Jo 6:7). Duzentos denários era o salário de 200 dias de trabalho! Eles não tinham esse dinheiro. Ele olhou para aquilo que lhes faltava, “em vez de ver aquilo que Deus poderia dar” [SWINDOLL, Charles R. Jesus, o maior de todos. São Paulo: Mundo Cristão, 2008 pág. 146]. Felipe esqueceu que o poder de Jesus “ultrapassava qualquer cálculo que ele pudesse fazer” [HENDRIKSEN, William. Comentário do Novo Testamento: O Evangelho de João. São Paulo: Editora Cristã, 2004 pág. 289]. Mas nem tudo estava perdido. O método humano (de Felipe) era defeituoso; o divino (de Jesus), não.

3. A provisão: Depois de Felipe, André chamou a atenção de Jesus para um rapaz que encontrara no meio da multidão: Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada pequenos e dois peixinhos (Jo 6:9a). Atente para os detalhes: pães “pequenos” e dois “peixinhos”. Esses detalhes enaltecem ainda mais o milagre! Agora, veja a continuação da frase: ...mas o que é isso para tantos? (Jo 6:9b). André não olhou para o “poder” de Jesus. Ele olhou a “escassez” dos recursos. André iria aprender, naquela ocasião, que, quando os recursos humanos se acabam, Jesus continua tendo poder suficiente para satisfazer as nossas necessidades. O pouco na mão dele é muito. Jesus começa a agir: Manda o povo assentar-se (...). Então Jesus tomou os pães, deu graças, e repartiu-os com os que estavam assentados. E fez o mesmo com os peixes (Jo 6:11). O texto paralelo, no Evangelho de Marcos, diz que todos comeram e se fartaram (Mc 6:42); e não parou por aí: Os discípulos recolheram dozes cestos cheios de pedaços dos pães de cevada, que sobraram aos que haviam comido (Jo 6:13). Cristo realmente satisfaz! Esse episódio foi um exemplo para Felipe, para André, para toda a multidão presente e para nós, hoje: Em vez de nos queixarmos daquilo que não temos, devemos agradecer a Deus por aquilo que temos. Jesus pode multiplicar esses recursos [WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico expositivo: NT, vl. I. Santo André, SP: Geográfica, 2006 pág. 399].

4. A instrução: Depois do milagre, a multidão ficou extasiada, fascinada, maravilhada com o poder de Jesus, que, sabendo que viriam arrebatá-lo para o fazerem rei, tornou a retirar-se sozinho (Jo 6:15). Jesus partiu com seus discípulos, sem avisar a multidão (Jo 6:22). No outro dia, todos saíram à procura de Jesus (Jo 6:24). Dois grupos diferentes de pessoas saíram em busca dele; todavia, a motivação dos dois grupos era bem semelhante. O primeiro grupo era o dos barqueiros [Segundo Josefo, aproximadamente 330 barcos de pesca trabalhavam nas extremidades norte do mar da Galileia (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008 pág.212)], que devem ter gostado bastante dessa procura desesperada da multidão, afinal, representava um ótimo dinheiro para eles. O segundo grupo de pessoas é a própria multidão em si. Agora veja o que a motivou. Quando se encontraram com Jesus, ele lhes diz: O fato é que vocês querem estar comigo porque Eu lhes dei de comer, e não porque crêem em mim (Jo 6:26 – BV). A motivação da multidão não era razoável. “Ele lhes dera o jantar no dia anterior, e agora, passada a noite, eles queriam tomar café” [ALLEN, Clinfton J. (ed.). Comentário Bíblico Broadmam: NT. Rio de Janeiro: JUERP, vol. 9, 1983 pág. 319]. Eles não buscaram Jesus por quem ele era, mas pelo que ele podia dar. Além do milagre, eles precisavam enxergar Jesus: Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede (Jo 6:35). Atente para a palavra “crer”, do texto citado. Crer, neste contexto, significa “ir” a ele. O sentido consiste “em ir como alguém que não tem nada (só pecado) e precisa de tudo” [HENDRIKSEN, William. Comentário do Novo Testamento: O Evangelho de João. São Paulo: Editora Cristã, 2004 pág. 306]. Jesus estava querendo mostrar que é o verdadeiro pão que sustenta a alma humana! Ele disse: Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram, mas quem comer este pão viverá para sempre. Muitos acharam esse discurso muito pesado. A partir desse dia, voltaram atrás e já não andavam mais com ele. Uma minoria entendeu o recado: ...para quem iremos nós? Tu tens as palavras de vida eterna (Jo 6:68). Amém! Satisfação? Só em Jesus!

II – OLHANDO PARA NÓS

1. Você pode encontrar satisfação em Jesus, apesar de pessoas superficiais - Uma das grandes características da multidão que seguia a Cristo era a superficialidade. Eles o procuravam sem compromisso. Não havia profundidade no relacionamento. Eles o buscavam pelo que ele podia “dar”, não pelo que ele “era”. Tanto é verdade que, com apenas um sermão, a multidão o deixou: Duro é este discurso (Jo 6:60). Aquelas pessoas queriam os milagres de Jesus, e não “Jesus”. Gente assim, ainda existe. Talvez você até conheça alguém. Entretanto, anime-se. Os verdadeiros discípulos, aqueles que buscavam e focavam Jesus, que entendiam que os milagres podem ou não acontecer, não foram prejudicados. O milagre aconteceu (Jo 6:11). Jesus agiu, “apesar” dos superficiais.

2. Você pode encontrar satisfação em Jesus, apesar de problemas repentinos - Tudo estava tranquilo. De repente, o desemprego apareceu. Tudo estava na mais perfeita paz. De repente, a doença chegou. Tudo estava em ordem. De repente, ele(a) não te ama mais. O que fazer? Acalme-se! No capítulo seis do Evangelho de João, os discípulos também foram surpreendidos. Ao entardecer daquele dia, o problema mostrou-se evidente. Sem dinheiro e sem comida para alimentar o povo, os discípulos não pensaram duas vezes: Despede-os (Mc 6:36). Essa era a solução mais simples. Eles só esqueceram um detalhe, que faz toda a diferença: apesar de não terem comida, tinham Jesus! Se tivermos Cristo, temos tudo. Se não tivermos Cristo, não temos nada.

3. Você pode encontrar satisfação em Jesus, apesar de recursos insuficientes - A pergunta que Jesus fez aos seus discípulos é extremamente relevante: Quantos pães tendes? (Mc 6:38a). A resposta que os discípulos deram a Jesus foi extremamente preocupante: Cinco pães e dois peixes (Mc 6:38b). Cinco pães de cevada pequenos e dois peixinhos eram muito pouco para alimentar a multidão. André tinha razão (Jo 6:9). O problema de André é registrado para mostrar como são insuficientes os recursos do ser humano, quando comparados com as suas necessidades [BRUCE, F. F. João: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova e Mundo Cristão, 1987]. Você está sem forças? Desanimado? Já não vê mais saída? Seus recursos se acabaram? Confie; você ainda tem Jesus! Ele agiu, “apesar” da escassez dos recursos.

CONCLUSÃO:

A resposta dos discípulos frente à pergunta de Jesus é uma pérola de grande valor, um tesouro da Bíblia Sagrada. Essa resposta traz consigo uma verdade indiscutível: Senhor, para quem iremos nós? (Jo 6:68). Não existe outro caminho. Não há meio termo. Ele é a única saída: Para quem iremos nós? É só Jesus! O único capaz de preencher o vazio que existe dentro de cada ser humano. O único capaz de dar significado real à vida. A resposta para os nossos maiores anseios. Por isso, não desanime: apesar de pessoas superficiais, problemas repentinos e recursos insuficientes, Cristo, realmente, satisfaz!
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DEC
PCamaral

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