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Aprendi sobre santidade e preciso praticar

Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor; tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem. (Hebreus 12:14-15)

Por Luiz Felipe Xavier em Revista Ultimato

A palavra “santidade” parece estar fora de moda. Talvez porque a pós-modernidade consagre valores como relativismo e pluralismo. A vontade de Deus, revelada nas Escrituras e encarnada por Jesus, torna-se relativa. Cada um faz valer a sua própria vontade num mundo marcado por uma pluralidade de vontades. Nesse contexto, a postura daqueles que se dizem discípulos de Jesus deve ser semelhante à do Mestre, que viveu neste mundo de modo santo. Ao refletir um pouco sobre santidade, aprendi algumas lições que, pela graça de Deus, preciso praticar.

Deus é Santo e devemos ser santos (1Pe 1.16). Este é o nosso ponto de partida.

A santidade é pela graça (Cl 2.6). Assim como a salvação é um presente de Deus, a santificação também o é. O padrão de Deus é tão elevado que jamais conseguiremos atingi-lo por conta própria. A boa notícia: a graça que nos salvou é a mesma que nos conduz à santificação (Fp 2.13).

A santidade é de dentro para fora (Mt 15.10-11); nasce do coração. Isso significa que seremos tão puros quanto o nosso coração o for. Assim, precisamos cuidar do coração, guardando as suas “duas portas”: os olhos e os ouvidos.

A santidade é produto da renovação da mente (Rm 12.1-2). O mundo, como um sistema anti-Deus, tem seus valores, diferentes dos valores do reino de Deus. Quando exercitamo-nos em renovar a nossa mente, Deus transforma nossos valores.

A santidade é motivada pela certeza de que já fomos aceitos por Deus, em Cristo (Rm 7.24-25). Misteriosamente, a certeza de que não precisamos fazer nada para sermos aceitos por Deus transforma-se em força espiritual para fazermos tudo o que ele considera bom.

A santidade é desejada por amor a Deus (Ef 1.4-5). Muitos buscam ser santos, não porque foram constrangidos pelo amor de Deus, mas pelo medo da condenação. Enquanto a motivação para ser santo for as chamas do inferno, e não os braços abertos de Jesus crucificado, nenhuma santidade genuína será encontrada em nós.

A nossa santidade glorifica a Deus (1Co 10.31). John Piper afirma: “Deus é mais glorificado em nós à medida que somos mais satisfeitos nele”. Isso significa que devemos buscar mais o prazer em fazer a vontade de Deus do que o prazer em satisfazer a vontade da nossa carne com o pecado.

Diante da tentação, a batalha pela santidade é vencida ou perdida nos três primeiros segundos (1Co 10.13). Se nesses instantes fugirmos, venceremos. Todavia, se tentarmos resistir, certamente perderemos.

Ser santo é ser parecido com Jesus (Rm 8.28-30). Ser santo não é copiar um modelo religioso preestabelecido (em geral, repleto de “nãos”). Esse modelo é produto das “santas” tradições e não se sustenta pela Palavra de Deus. Ser parecido com Jesus é copiar o modelo dele, de sua vida, exatamente como está descrita nos Evangelhos.

A santidade nunca será plena neste tempo (1Jo 1.8). Apesar de ansiarmos pela total libertação do pecado, ela só acontecerá depois da ressurreição do nosso corpo. Por agora, quem diz não ter pecado, já está pecando.

Que Deus, por sua graça, nos transforme à imagem de Jesus! Que ele complete a boa obra que um dia começou em nós!

Luiz Felipe Xavier, casado com Thaís, é professor de teologia e filosofia e líder de adolescentes e jovens na Igreja Batista da Redenção, em Belo Horizonte.
www.blogdoluizfelipexavier.blogspot.com / @LuizFelipeXIII


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