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O crente aprovado por Deus


E rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós, e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam; e que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra. Tende paz entre vós. (I Ts 5:12-13)

No artigo “O pastor aprovado por Deus”, publicado anteriormente, falei sobre como deve ser o relacionamento do pastor para com a igreja. Vimos que, ao lidar com o rebanho de Cristo, o pastor precisa observar e praticar os princípios bíblicos da proximidade, da integridade, da afetuosidade e do encorajamento. O artigo de hoje, que tem como base I Tessalonicenses capítulo 5, versículos 12 e 13, mostra-nos o outro lado da moeda: o relacionamento da igreja para com o pastor. A palavra de Deus deixa muito claro que, nesse relacionamento, submissão é preciso. Vamos, então, analisar esse ensino na própria Bíblia.

Na parte final de sua primeira carta aos Tessalonicenses, Paulo oferece-lhes muitas instruções em poucas palavras (I Ts 5:12-22). Ele era mestre nisso. Sob a inspiração do Espírito Santo, instrui como deve ser o relacionamento dos crentes em Jesus com a liderança da igreja (I Ts 5:12-13), dos crentes em Jesus entre si (I Ts 5:14-15) e dos crentes em Jesus com Deus (I Ts 5:16-22).1 A parte que trata do relacionamento dos crentes em Jesus com a liderança da igreja nos revela a importância, a abrangência, a direção e a manutenção da submissão.

1. A Bíblia mostra a importância da submissão:

Veja, de novo, por favor, o texto que serve de base para este estudo: “E rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós, e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam; e que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra. Tende paz entre vós”. (I Ts 5:12-13). Agora, diga: quantos verbos você nota nesse texto? Se você disse sete, acertou. Desses, porém, há um que requer uma atenção maior. Trata-se do verbo “rogar”, que está logo no início – e que ocorre mais duas vezes nessa mesma carta (I Ts 4:1,5:14). Vamos pensar um pouco nesse verbo, tão usado por Paulo em suas cartas, não somente para se referir a Deus, mas também para se dirigir à igreja. O que é “rogar”? Rogar é pedir, e tanto pode conter a ideia de humildade quanto a de insistência. Qual a ideia do verbo, no texto em questão? (I Ts 5:12-13) A ideia é de insistência. O que Paulo pede é que haja submissão aos que trabalham na igreja – e esse pedido é carregado de insistência. Essa insistência demonstra claramente a importância de se submeter e de se respeitar aqueles que foram investidos de autoridade espiritual para presidir e admoestar a igreja de Cristo.

2. A Bíblia ensina a abrangência da submissão:

Além de indicar a importância da submissão, a Bíblia mostra a sua abrangência. Vejamos a sequência do versículo que estamos analisando. A quem Paulo dirige o seu pedido? Aos “irmãos” (I Ts 5:12b). Ele gosta muito desse termo, e o usa várias vezes nessa carta (I Ts 1:4; 2:1,9,14,17, 3:2,7, 4:1,6,10,13, 5:1,4,14,25-27). Ao chamá-los de “irmãos”, Paulo mostrou que sentia muita afeição por eles (I Ts 2:8). O seu pedido por submissão é bastante insistente, mas não é desprovido de ternura e carinho. Ele sabia pedir! Mas “irmãos” não indica apenas afetuosidade. É também um indicativo de abrangência. O que Paulo pede, pede para “todos” os irmãos, não apenas para “alguns”. Todos os irmãos que faziam parte da igreja deveriam mostrar-se submissos, inclusive àqueles que “estavam relutantes em obedecer às normas estabelecidas pelas autoridades religiosas”. Ninguém, absolutamente ninguém, estava desobrigado ou dispensado dessa submissão. Note que Bíblia é clara em dizer que “Todos os membros do corpo de Cristo são advertidos a obedecer a seus líderes e a se submeter às suas autoridades” (Hb 13:17).

3. A Bíblia aponta a direção da submissão:

Até aqui, vimos que a Bíblia mostra a importância e ensina a abrangência da submissão. Ela também aponta a direção da submissão: “... que reconheçais os que trabalham entre vós, e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam” (I Ts 5:12c). Aqui, temos “três aspectos do trabalho do mesmo grupo de pessoas, e não uma lista de três categorias de pessoas”. Embora os termos bispo, pastor ou presbítero não sejam usados, é possível que Paulo esteja se referindo às pessoas que ocupavam essas funções. Veja isto: a submissão deve ser voltada e dirigida não a obreiros inoperantes, displicentes, preguiçosos, mas aos que trabalham. No original grego, temos o verbo especial kopiao. Paulo o usava sempre que queria retratar o trabalho que requeria um esforço tão extremado e tão excessivo que deixava o trabalhador fisicamente cansado e mentalmente esgotado. Porque se desgastam extremamente para presidir e se esforçam arduamente para admoestar, esses homens devem ser superestimados ou estimadíssimos (I Ts 5:13a).

4. A Bíblia ordena a manutenção da submissão:

Após mostrar a importância, ensinar a abrangência e apontar a direção da submissão, a Bíblia ordena a sua manutenção: “Tende paz entre vós” (I Ts 5:13b). Em outra versão, está assim: “Vivei em paz uns com os outros”. No grego, o verbo é eireneuo, que exprime não somente a ideia de “possessão” da paz, mas também a ideia de “promoção” da paz. A atitude pacífica é ensinada e ordenada também em Rm 12:18, 14:17,19; I Co 14:33; II Co 13:11; Ef 4:3; II Tm 2:22; Hb 12:14 e Tg 3:18. Agora, é digno de nota que essa ordem tem ligação direta com os pedidos anteriores (I Ts 5:12-13a). Sendo assim, a ordem é para que os membros da igreja vivam em paz com os que trabalham nela. Trata-se de uma diretriz geral, visando especialmente às pessoas que estavam fora de harmonia com a liderança, no sentido de respeitar os líderes e evitar contestação e desavença. O que essa ordem quer dizer na prática? Isso: “parem com as reclamações. Em lugar de criticar constantemente os líderes, segui suas instruções, de modo que a paz (nesse caso: a ausência de dissensão) venha a reinar”.

Além de ensinar que um membro do corpo de Cristo deve se submeter ao outro membro (Ef 5:21), que os jovens devem se submeter aos mais velhos (I Pe 5:5), que os servos devem se submeter aos seus senhores (Tt 2:9; Ef 6:5, Cl 3:22; I Pe 2:18), que a mulher deve se submeter ao seu marido (Ef 5:22-24), que os filhos devem se submeter aos seus pais (Ef 6:1), que todos nós devemos nos submeter às autoridades governamentais (Rm 13:1; I Pe 2:13), a Bíblia ensina, também, claramente, que as ovelhas devem se submeter aos seus pastores (Hb 13:17).

Como aplicamos estas orientações na igreja de Cristo?

1. Pessoas submissas respeitam o trabalho pastoral.

Nunca foi fácil ser pastor na igreja de Cristo, mas, em nosso tempo ficou ainda mais difícil. Por essa razão, devemos respeitar e valorizar aqueles que se desgastam e se esforçam em seu trabalho para pastoreá-la, segundo os sólidos princípios da palavra de Deus. Pessoas submissas não maldizem nem criticam aqueles que exercem o trabalho pastoral. Elas o respeitam, não por causa da importância do sobrenome que herdaram, nem por causa da experiência que possuem ou por causa da faculdade que cursaram. Elas o respeitam simplesmente por causa do trabalho pesado que realizam, pois entendem que “a tarefa de sustentar e fortalecer os crentes é digna de respeito em si mesma”.

2. Pessoas submissas obedecem à direção pastoral.

Para não vivermos sem direção, isto é, perdidos e confusos, Jesus, o Sumo Pastor, separou, escolheu e designou pastores para nos presidir e nos dirigir espiritualmente. Eles não ficam atrás de nós, dizendo: “Podem ir”. Eles estão à nossa frente, nos convidando: “Podem vir”. Andam na frente para aplainar a trilha, cortar os galhos, tirar as pedras, afastar os lobos. Obedeçamos, pois, àqueles que nos presidem no Senhor e estejamos prontos para fazer o que eles nos disserem, pois cuidam sempre das nossas necessidades espirituais, porque sabem que vão prestar contas disso a Deus (Hb 13:17).

3. Pessoas submissas valorizam a correção pastoral.

O pastor foi posto pelo Senhor na igreja para nos admoestar. No grego, a palavra que foi traduzida por admoestar (noutheteo) contém a idéia de pôr senso ou juízo na mente. É isso que o pastor faz com a nossa mente. Usando a Bíblia, ele ajuíza a nossa mente! Agora, só podem ser ajuizados aqueles que valorizam a correção pastoral. O juízo é essencial para a vida cristã. O crente em Jesus sem juízo é um desastre para si mesmo e para os outros. A Bíblia afirma que é "a falta de juízo é o que faz a pessoa cair na desgraça" (Pv 19:13a – NTLH); diz, ainda, que "os que não têm juízo passarão cada vez mais vergonha" (Pv 3:35b – NTLH). Sendo assim, deixe que o pastor ponha senso em sua mente. Deixe-o alinhar a sua mente com a mente de Cristo!

Talvez nesta parte final deste estudo seja o melhor momento para você pensar um pouco sobre as suas atitudes em relação ao seu pastor. Sem muito rodeio, diga: Você tem respeitado ou atrapalhado o seu trabalho? Você tem obedecido ou criticado a sua direção? Você tem valorizado ou ignorado a sua correção?

Se você tem respeitado o trabalho, obedecido à direção e valorizado a correção do seu pastor, continue. Agora, se a sua atitude para com o seu pastor tem sido sempre de oposição, de crítica, de intriga, de conflito, você não acha que é hora de mudar? Até quando você vai viver assim, em guerra com o seu pastor? Mude, em nome de Jesus. Submissão é preciso!

Que Deus abençoe a sua vida! Amém.

Pense nisso

Departamento de Educação Cristã
Paulo Cesar Amaral

2 comentários:

  1. Temos um só pastor e todos somos ovelhas e olha que nosso pastor está preocupado. Será que seus auxiliareste sabem o por que?
    Leia o LIVRO ESPIRITO SANTO VERDADEIRO.

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  2. Paz Paulo Amaral,

    Estou conhecendo o seu blog hoje e, é muito edificante. Que o Senhor continue abençoando a sua vida!

    O seu banner estará disponível em meu novo blog!

    Aguardo a sua visita e se preferir manter parceria na divulgação do nosso trabalho na web.

    Marcos Sampaio

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