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Hoje é tempo de valorizar a familia


Por Rodolfo Garcia Montosa em Instituto Jetro

Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás, e tudo te irá bem. Tua esposa, no interior de tua casa, será como a videira frutífera; teus filhos, como rebentos da oliveira, à roda da tua mesa. Eis como será abençoado o homem que teme ao Senhor! O Senhor te abençoe desde Sião, para que vejas a prosperidade de Jerusalém durante os dias de tua vida, vejas os filhos de teus filhos. Paz sobre Israel! (Salmo 128)

Este Salmo é chamado, por muitos, como a Canção da Família. Não é por menos. O salmista descreve a pintura de um quadro desejável: um marido temente e obediente a Deus, responsável em seu trabalho, desfrutando do melhor que a vida pode oferecer com sua esposa, filhos, netos. Famílias vivendo assim trarão prosperidade e paz para todo o povo.

Intencionalmente, o autor, inspirado pelo Espírito Santo, coloca a ordem de como o relacionamento dentro da família deve ser desenvolvido e valorizado.

Em primeiro lugar, deve-se valorizar o relacionamento entre o marido e sua esposa.

Note que o poeta não chama a mulher de mãe, ou dona de casa. Ele a coloca na posição privilegiada de esposa, destacando sua posição protegida, cuidada e segura no interior da casa. A comparação não poderia ser melhor: a esposa bem cuidada é como uma videira frutífera. Da videira, tem-se a uva para o alimento, o vinagre para o tempero e o vinho para a alegria. Por isso a Bíblia orienta tão claramente: Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de tua vida fugaz, os quais Deus te deu debaixo do sol; porque esta é a tua porção nesta vida pelo trabalho com que te afadigaste debaixo do sol (Eclesiastes 9.9). Para tanto, o casal precisa cultivar um tempo juntos, passeando, conversando, namorando, orando. Devem buscar a intimidade física, emocional e espiritual.

Depois disso, deve-se valorizar o relacionamento com os filhos.

Alguém disse: Maridos, querem fazer seus filhos felizes? Amem suas esposas. Não há possibilidade de você fazer seus filhos felizes se você não fizer seu cônjuge feliz. O casal fortalecido trará estabilidade e segurança para os filhos. E esses filhos são chamados de rebentos da oliveira à roda da mesa. Como não existia luz elétrica naquela época, as famílias faziam uso de lampiões. Esses lampiões eram movidos a óleo, óleo de oliveira ou, como também podemos chamar, azeite. Assim, o salmista aponta para os filhos como a fonte de luz e energia do lar. A mesa é lugar de comunhão, oração, alegria, risadas, conversas e brincadeiras entre pais e filhos e entre irmãos.

Por último, deve-se valorizar o relacionamento da família mais ampla.

O salmista aponta para Israel, bem como para os filhos dos filhos, trazendo o conceito de uma família mais ampla que também merece valorização. O povo de Israel era proveniente de uma mesma família. Todos tiveram os mesmos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó. O salmista aponta que a harmonia na família do casal e filhos trará prosperidade para a grande família comunitária, com as gerações que virão e demais parentes.

Todos nós vivemos no que C. S. Lewis chamou de "território ocupado pelo inimigo". Por isso a família tem sido tão atacada e ultrajada. Contudo, uma família vivendo em plenitude e harmonia refletirá a expressão mais nítida de Deus na terra. Por isso, mais do que nunca, vamos valorizar a família como Deus a valoriza desde a criação da humanidade.


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