Como os judeus e os romanos marcavam o tempo das vigílias da noite?

Como os povos do tempo de Jesus marcavam as horas do dia e da noite?

Acredita-se que a primeira forma de medir o tempo tenha surgido a partir da observação de fenômenos da natureza, como a movimentação dos corpos celestes, que se repete em ciclos constantes. Por esse motivo, a Astronomia é considerada uma das ciências pioneiras na criação de medidores de tempo.

Divisão primitiva – dia e noite.

Inicialmente, houve a divisão natural em períodos iluminados pelo Sol e períodos não iluminados, ou seja, dias e noites. A seguir, fracionou-se o período diurno em partes de igual duração, à semelhança da divisão atual em horas. Para que a marcação dessas frações fosse possível, era necessário criar-se um instrumento que funcionasse regularmente, indicando a passagem de cada uma das frações e mostrando quantas delas já haviam se passado.

O relógio de Sol

Surge, então, o Relógio de Sol, provavelmente entre 5000 e 3500 a.C., no Egito e/ou na Mesopotâmia. Consistia, originalmente, de uma vareta fincada no solo em local iluminado pela luz solar durante todo o dia.



A sombra da vareta no chão ia mudando sua posição conforme a movimentação do Sol no decorrer do dia a sombra, longa e inclinada para oeste no amanhecer, atingia seu tamanho mínimo ao meio-dia e voltava a alongar-se no entardecer, inclinada, agora, para leste. As frações que formavam o período diurno eram, então, demarcadas cuidadosamente no solo, de modo que, ao serem atingidas pela sombra, indicavam a passagem do tempo durante o dia.

No passar dos anos, esses relógios foram aperfeiçoados, sendo talhados de formas, tamanhos e materiais diversificados. Na antiga Mesopotâmia, alguém, num momento de rara inspiração, teve a ideia de inclinar a pequena haste em direção ao polo celeste, adequando-a a latitude e longitude local, o que melhorou consideravelmente a precisão do Relógio de Sol, pois permitia que a medida das horas permanecesse razoavelmente igual durante o ano todo.


Como era marcado o tempo de cada vigília da noite?

O relógio de água

O Relógio de Sol apresentava desvantagens: só funcionava no período diurno e em dias ensolarados. Essa dificuldade fez com que se procurassem novas formas de medir o tempo.

Observou-se que um líquido em um reservatório, ao vazar por um pequeno orifício, mantinha uma certa regularidade. A partir desta ideia, criou-se, então, o Relógio de Água ou Clepsidra (do grego: kleptein roubar; hydor água).



Esses relógios constituíam-se por dois recipientes, marcados com escalas uniformes de tempo, dispostos de forma que a água pudesse escoar, por gotejamento, de um para o outro. Um flutuador (boia) auxiliava as leituras de tempo. Esses relógios não eram muito precisos, devido à variação da temperatura que alterava a viscosidade da água, tornando o fluxo irregular.

A Clepsidra foi muito usada nos tribunais greco-romanos para limitar o tempo de fala dos advogados, donde provêm as expressões latinas "Aquam dare", que indica ao advogado o tempo de falar, e "Aquam perdere", que denota o tempo perdido.

Nos tribunais gregos, a Clepsidra era dividida em três partes iguais: a primeira, destinada à acusação, a segunda, à defesa e a terceira, ao juiz. A Clepsidra permanecia "parada" durante o depoimento das testemunhas.


Sabe-se que, por volta de 1400 a.C., os egípcios já utilizavam Relógios de Água.

Ao ser levada para Roma, por volta do ano 157 antes de Cristo, a Clepsidra tornou-se conhecida e usada pelos principais núcleos da civilização pré-cristã. Foi este, o tipo de relógio utilizado na Judeia, sob a intervenção romana, no tempo de Jesus. A Clepsidra marcava o tempo e as horas das vigílias noturnas mencionadas nas Escrituras Sagradas. A cada nível que a água alcançava nos jarros revelava o momento da troca das vigílias noturnas, sendo uma delas batizadas como a “tertia vigilia” ou “vigília do canto do galo” que durava da “meia-noite” a cerca das três horas da manhã.

2 comentários:

  1. Só não respondeu a pergunta proposta no título.

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    1. Ao ser levada para Roma, por volta do ano 157 antes de Cristo, a Clepsidra tornou-se conhecida e usada pelos principais núcleos da civilização pré-cristã. Foi este, o tipo de relógio utilizado na Judeia, sob a intervenção romana, no tempo de Jesus. A Clepsidra marcava o tempo e as horas das vigílias noturnas mencionadas nas Escrituras Sagradas. A cada nível que a água alcançava nos jarros revelava o momento da troca das vigílias noturnas, sendo uma delas batizadas como a “tertia vigilia” ou “vigília do canto do galo” que durava da “meia-noite” a cerca das três horas da manhã.

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