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Todas as pessoas são pecadoras perante Deus.

As Escrituras em muitas passagens dão testemunho da pecaminosidade universal da humanidade. Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem um sequer (Sl 14.3). Diz Davi: À tua vista não há justo nenhum vivente (Sl 143.2). E diz Salomão: Não há homem que não peque (1Rs 8.46; cf. Pv 20.9).

No Novo Testamento, Paulo tece uma extensa argumentação em Romanos 1.18-3.20, mostrando que todas as pessoas, tanto judeus como gregos, apresentam-se culpados perante Deus. Diz ele: "Todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado; como está escrito: Não há justo, nem um sequer" (Rm 3.9-10). Ele está certo de que "todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Rm 3.23). Tiago, o irmão do Senhor, admite: "Todos tropeçamos em muitas coisas" (Tg 3.2), e se ele, que era apóstolo e líder da igreja primitiva, admitiu que cometia muitos erros, então também nós devemos nos dispor a admiti-lo. João, o discípulo amado, que era especialmente íntimo de Jesus, disse:
"Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós" (1Jo 1.8-10).

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Fonte: Teologia Sistemática de Wayne Grudem, Ed. Vida Nova

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